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Você lerá aqui uma síntese biográfica
do romancista, contista, cronista e articulista Emir Larangeira:
Infância pobre e atribulada por conta
das atividades político-sindicais do pai, Emir Larangeira,
nascido no Município de São Gonçalo/RJ,
em 05 de julho de 1946, saiu muito criança do Porto
do Velho/SG, mais exatamente da Travessa Ribeiro nº
62, para os confins de Conceição de Macabu,
num roçado à margem do rio Imbé, revezando
a infância entre a mata virgem e a cidade de Campos
dos Goytacazes, onde iniciou seus estudos no Colégio
Estadual José do Patrocínio. E lá permaneceu
até o falecimento precoce do pai, aos 39 anos.
Aos domingos, acompanhado do amigo Nilson Nogueira da Silva,
freqüentava o culto matinal da Igreja Batista e, após
o almoço, era sagrada a sua presença no Cinema
Coliseu, local dos seriados matinês e das trocas de
revistas e livros já devorados durante a semana.
Daí emergiu o seu gosto pela literatura, independentemente
de outras vocações; sua aspiração
profissional era a de ser médico, quando o pai o
desejava formado em agronomia. No entanto, as contingências
da vida o lançaram no único emprego disponível:
a Polícia Militar.
Foi na PM do antigo Estado do Rio de Janeiro, em 1965, que
Emir Larangeira ingressou como soldado raso, algo que o
orgulha sobremaneira, pois descobriu por vias do acaso a
sua verdadeira vocação: ser policial-militar.
E assim ele seguiu a sua sorte: no ano seguinte ingressava
por concurso na antiga EsFO (Escola de Formação
de Oficiais), permanecendo no serviço ativo até
o ano de 1990, ano em que concorreu a uma cadeira de Deputado
Estadual e foi surpreendentemente eleito por seus companheiros
da PM e numerosos amigos.
Mas não era esta a sua real vontade. Na verdade,
depois de cursar Ciências Administrativas e participar
de outros tantos cursos de especialização
profissional, alguns obrigatórios e com status de
pós-graduação, e de outros, como voluntário,
Emir Larangeira decidiu parar tudo e enveredar pela literatura,
a fim de dar asas à sua verve identificada na infância
e na adolescência: passou a inventar histórias
(romances, contos e crônicas) e também a polemizar
sobre temas ligados à segurança pública.
É o que os visitantes conferirão neste site.
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